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Archive for the ‘Pops’ Category

Você faz previsões e, dependendo da sua habilidade em antecipar o futuro, ganha dinheiro por isso. Foi dessa idéia que o surgiu o Predictify.com, uma espécie de fórum online para que as pessoas dêem seus palpites sobre “quem será o vice do Obama?”, “em que ano Amy Winehouse vai morrer?” ou “quem será o campeão da NBA em 2008?”.

Depois do sucesso inicial, a plataforma do Predictify foi compartilhada com outros sites. O blog dos autores do livro Freakonomics, hospedado na página do The New York Times, foi o primeiro a se associar ao site de previsões. O próprio Times criou uma página especial sobre os playoffs do futebol americano.

A revista Super Interessante é quem conduz os primeiros passos da Predictify no Brasil. Lançado no sábado, o Super Previsão ainda não remunera os usuários, está apenas parcialmente traduzido para o português, mas já confirma a importância que a revista dá ao seu site na internet – a página da Super na web guarda muita semelhança com a da revista americana Wired.

As previsões propostas até agora – índice Bovespa no fim do mês, preço do iPhone no Brasil – têm mais a ver com o conteúdo das revistas semanais do que com as discussões da revista Super Interessante. Será que a plataforma do Predictify não faria mais sentido no site de alguma revista semanal? Será que o Super Previsão tem futuro? Quem quiser prever isso tudo (porque eu não me arrisco!) pode usar o espaço de comentários aqui embaixo.

O que é o SuperPrevisão?
É uma das mais sofisticadas ferramentas de previsão de futuro desse país, fruto de uma parceria entre a Super e a empresa americana Predictify. Vários estudos mostram que, quando o assunto é previsão, um grupo grande de pessoas comuns são frequentemente mais precisas do que um pequeno grupo de especialistas. O sistema da Predictify foi desenvolvido para reunir a inteligência de um grupo para, de modo simples e viciante, prever o resultado de questões interessantes. Além de se divertir, você estará contribuido para a ciência, as artes e o conhecimento (além de participar de uma instigante viagem no tempo). [Saiba mais >>]

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Ontem, ao comentar a entrevista de Ney Matogrosso à Rolling Stone, critiquei a opção da revista pelo personagem da capa. Rolling Stone pôs Gabeira; eu colocaria Ney. Porém, deixei de lado um dado importante: Ney já estava na capa de outra revista, a Bravo!, que chegou às bancas há duas semanas.

A reportagem da Bravo! e a entrevista da Rolling Stone se complementam. A aposta da Rolling Stone deu certo: Ney falando sobre Ney é um show à parte. Na Bravo!, o editor Armando Antenore retrata o dia em que esteve no show Inclassificáveis, que dá nome ao recém-lançado disco do intérprete (cantor, jamais!). Antenore não se prende a biografar Ney; relata o que se passa no backstage, as reações do público durante o show e também resenha o novo disco (e o novo show) Inclassificáveis.

Ney Matogrosso estava sumido. As revistas de cultura deram merecido destaque a ele. Bravo!

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Ney Matogrosso e Fernando Gabeira têm em comum a maneira com que cobrem suas partes íntimas. Dentre as muitas trangressões de Ney Matogrosso nos palcos, uma delas foi aparecer escondendo-as com um mero tapa-sexo; Gabeira é sempre lembrado por usar uma tanga rosa nas praias do Rio de Janeiro. Ambos estão nas páginas da edição de maio da Rolling Stone – aliás, a entrevista com Ney e o perfil de Gabeira estão em seqüência e são o que há de melhor nessa edição da revista.

Rolling Stone preferiu colocar Gabeira na capa. Mas não foi a toa que a entrevista com Ney Matogrosso é que obteve maior repercussão. Uma frase do jornalista Márvio dos Anjos na apresentação de sua entrevista com Ney sintetiza o que vem pela frente:

[Ney] Passa pelos assuntos mais espinhosos, com seus excessos com sexo e drogas, com tanta naturalidade que chega até a estranhar que haja tanta curiosidade sobre esses temas.

Leia a seguir os principais trechos da entrevista de Ney Matogrosso na edição de maio da Rolling Stones: (mais…)

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O perfil de Fernando Gabeira escrito por Ricardo Franca Cruz, editor-chefe da Rolling Stone Brasil, consegue captar um aspecto interessante da personalidade do deputado: Gabeira é um cara de quem sempre se esperam grandes respostas, e ele tem uma dificuldade tremenda em se expressar quando lhe são feitas perguntas que parecem exigir dele algum discurso, alguma resposta mais demorada.

Há os registros das conversas despretensiosas entre o jornalista e o deputado e há também os momentos em que o jornalista faz o papel de repórter, com bloquinho e gravador na mão, e o deputado precisa, aí, pensar para falar. Gabeira se enrola, se confunde, tosse – e todas as marcas e os trejeitos ao falar são registrados por Ricardo Franca Cruz. O deputado deixa, nesses momentos, transparecer um traço de seu caráter: parece ter medo de ser mal compreendido.

Ao misturar as conversas e os discursos, Ricardo Franca Cruz retrata Fernando Gabeira como sendo uma pessoa que não tem respostas prontas para tudo. Mesmo que seja isso o que muitos esperam dele.

“Os setores… digamos assim, mais instruídos do Brasil… me vêem como uma reserva, do ponto de vista político e do ponto de vista até estratégico, em termos de ter me preparado para… entender o país… de ter me preparado… para colocar o país no mundo… não é?… e o mundo no país [tosse]. Outros me vêem como um político… é… de vanguarda, entende? Outros me vêem como um político… é… que tem posições… condenáveis. Liberais demais… ultraliberais”, afirma, calma e pausadamente, com a voz embargada por uma gripe, entre um gole e outro de chá preto não adoçado, o deputado federal pelo PV e agora pré-candidato pela Frente Carioca (PV, PSDB e PPS) à prefeitura do Rio de Janeiro, Fernando Gabeira. É sábado à tarde na cidade que o mineiro de Juiz de Fora escolheu como sua desde 1963, em seu gabinete no Jardim Botânico. “Porra, tá quente aqui, não?”, diz tirando o paletó cinza risca de giz, desabotoando e dobrando as mangas da camisa de seda preta.

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