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Archive for the ‘Semanais’ Category

É mais barato comprar revistas nas bancas americanas do que nas brasileiras. Ser assinante de revistas por lá compensa bem mais do que por aqui. Mas o que podem fazer os brasileiros que querem ler as publicações americanas? Revistas mensais que custam US$ 5 na capa costumam ser vendidas aqui por um valor quatro ou cinco vezes maior, além de chegar nas nossas bancas com quase um mês de atraso. Já nas bancas preparou um caminho das pedras para você conhecer e, quem sabe, se tornar leitor das melhores revistas americanas, que, ao contrário das nossas, já disponibilizam na internet praticamente todo o conteúdo impresso.

1) Um bom começo. O melhor jeito de saber o que há de novo nas principais revistas norte-americanas é a coluna Other Magazines, da revista eletrônica Slate. Revista a revista, o jornalista Morgan Smith apresenta as capas, os destaques da edição e, ao fim, seleciona um texto obrigatório e outro dispensável daquela semana. A coluna é atualizada às terças e às sextas.

2) Reserve o fim de semana para ler as semanais. As três principais revistas semanais em inglês (as newsweeklies) vão para a internet antes mesmo de chegarem nas bancas dos Estados Unidos. Melhor: todas na íntegra e sem necessidade de cadastro, de senha, de nada!

Na quinta-feira à tarde, o site da britânica The Economist coloca todos os textos da edição da semana no ar. A revista, cujos textos não são assinados, faz a melhor síntese e análise dos acontecimentos da semana. Na sexta-feira é o dia da Time, a revista mais vendida do mundo – poucas reportagens, mas com pautas bastante criativas. No sábado, é a vez da Newsweek, que muitas vezes vai para a web no domingo, com atraso. A Newsweek costuma trazer ensaios escritos por jornalistas opinativos (na capa dessa semana, o jornalista de assuntos internacionais Fareed Zakaria escreve sobre os acertos de George W. Bush em seus oito anos na presidência dos EUA).

[LEIA AMANHÃ: MAIS ETAPAS DO CAMINHO DAS PEDRAS]

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Os dois principais roteiros culturais da cidade de São Paulo deram o mesmo título na capa. O Guia da Folha acompanhou o jornal de hoje. A Vejinha vem com a sua revista-mãe a partir de amanhã. As duas destacam os eventos comemorativos dos 50 anos da Bossa Nova, ambas com o título “Chega de saudade”, que traduz com perfeição o momento que a Bossa Nova vive hoje: quem tinha saudades dela, está podendo matá-la (e como!) agora. Além disso, o álbum de João Gilberto que inspirou os títulos é um dos marcos do início da Bossa.

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A Revista da Semana já foi tema de três textos aqui em Já nas Bancas – clique aqui para recapitular o que foi escrito sobre a revista no blog. Hoje, eu e mais três colegas do curso de jornalismo da Faculdade Cásper Líbero apresentamos um estudo de caso sobre as dificuldades que a revista enfrenta para se firmar nas bancas. Veja a apresentação em Powerpoint, que contém dados sobre o mercado de revistas e muitas informações sobre o desempenho da Revista da Semana.

Uma curiosidade: a revista foi lançada com tiragem de 140 mil exemplares e se manteve assim por um longo tempo. Depois, teve a tiragem reduzida para 90 mil exemplares. Desses 90 mil, apenas 40 mil são vendidos (a maior parte em assinaturas, já que é oferecido um desconto de 50% sobre o preço da revista). Há mais revistas que encalham do que revistas que são vendidas.

[Para baixar a apresentação em Powerpoint, clique aqui com o botão direito do mouse e escolha a opção “Salvar destino como…”]

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A The New Yorker dessa semana traz uma extensa reportagem sobre Hugo Chavez, “o herdeiro de Fidel”, assinada pelo jornalista Jon Lee Anderson. Um trabalho de ourives: em entrevista concedida à revista colombiana Cambio em janeiro desse ano, Anderson estava escrevendo a reportagem que só chegou aos leitores agora, em meados de junho.

Anderson é um dos principais colaboradores da revista, em que escreve sobre política e conflitos internacionais. Além disso, é o autor de “Che Guevara: uma vida em vermelho”, biografia do líder revolucionário editada no Brasil pela Companhia das Letras.

É a primeira reportagem sobre a América Latina escrita por Anderson desde a troca de acusações entre ele e Diogo Schelp, editor de internacional da revista Veja, iniciada após a semanal brasileira estampar na capa a matéria “Che – A farsa do herói”.

A revista Veja com Che na capa apareceu nas bancas em 29 de setembro de 2007. No dia 23 de outubro, Jon Lee Anderson enviou um e-mail à redação de Veja e a outros jornalistas brasileiros, entre eles Pedro Dória, de O Estado de S. Paulo, que tornou a carta pública em seu blog: (mais…)

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A editora Abril foi condenada ao pagamento de R$ 21.282 porque a Veja São Paulo, a Vejinha, publicou uma entrevista com a provável candidata do PT à prefeitura de São Paulo Marta Suplicy. O juiz Francisco Carlos Shintate caracterizou a entrevista como sendo propaganda eleitoral antecipada.

Na semana em que publicou a entrevista com Marta, a Vejinha anunciou que se tratava da primeira de uma série de três entrevistas com os principais candidatos à prefeitura – Marta, Kassab e Alckmin. A edição mais recente da revista traz, justamente, o atual prefeito Gilberto Kassab na capa. Só isso já bastaria para anular a decisão do juiz, que argumentou ser necessária a preservação da “igualdade de oportunidades entre pré-candidatos”. (Um detalhe: ainda não foi iniciado o trâmite de registro dos candidatos na Justiça Eleitoral.)

Mas calma aí: quer dizer que a Vejinha estava fazendo campanha para a Marta Suplicy? Justo a Vejinha? Isso é como dizer que a CartaCapital apóia a volta de FHC ao poder, que a Caros Amigos está dando uma mãozinha para o Serra se eleger ou então que o Juca Kfouri está fazendo campanha para a permanência de Ricardo Teixeira na presidência da CBF.

A decisão do juiz Francisco Carlos Shintate é absurda. Não apenas porque cerceia a liberdade de imprensa e o direito das pessoas de conhecer melhor aqueles que se oferecem para representá-lo no Poder Executivo. É absurda porque não é do feitio da Veja (nem da Vejinha) apoiar Marta Suplicy. É só dar uma olhada nos arquivos da revista.

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Mudança na última página da revista Carta Capital. A tradicional coluna Retratos Capitais, que trazia celebridades retratadas em fotos de página inteira, dá espaço a uma seção bastante divertida, a Blogs do Além. Assinada pelo publicitário Vitor Knijnik, a coluna imagina como seriam os blogs de personalidades do passado. Na estréia, o hipotético blog de D. Pedro I, o Blog do Pe. Os leitores podem interagir no blog postando comentários e respondendo a uma instigante enquete: afinal, Independência ou Morte?

 

Meu nome é Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, mas pode me chamar só de Pe. [Clique aqui para visitar o Blog do Pe >>]

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Os números acima representam a queda do número de páginas reservadas à publicidade nas revistas semanais americanas. É claro que os efeitos da crise econômica norte-americana não são desprezíveis, mas o mau momento pelo qual essas revistas atravessam já vem de longa data.

Segundo o The New York Times, as revistas semanais enfrentam pelo menos três dificuldades: a proliferação de veículos que informam em-cima-da-hora; a migração de leitores e de anunciantes para a internet; e o crescimento das revistas britânicas The Economist e The Week no mercado norte-americano.

 

A semana começou com a notícia de que a revista U.S. News and World Report, cuja tiragem é inferior apenas à das revistas Time e Newsweek, deixará de ser uma publicação semanal em 2009, passando a ser quinzenal. A U.S. News deve dar mais ênfase a seus diferenciais: a publicação de rankings e a prestação de serviços à população (reportagens sobre saúde, educação, finanças pessoais, etc.). Os rankings de hospitais e de faculdades que a U.S. News produz anualmente são referências para os americanos.

A transformação [da U.S. News and World Report em publicação quinzenal] evidencia a batalha das revistas semanais de notícias em encontrar um nicho, um propósito, algo que contenha a queda do número de leitores e da receita dessas revistas. A U.S. News acredita que os anunciantes se contentam com a idéia de que suas propagandas continuam nas bancas por mais uma semana.

“A questão é: você pode fazer menos coisas, mas melhores?”, disse Brian Kelly, editor executivo da U.S. News. “Nós acreditamos que a combinação entre análises de notícias e prestação de serviços ao consumidor é o nosso diferencial.” [Leia a íntegra da reportagem do The New Tork Times clicando aqui >>]

A revista Advertising Age, que também noticiou a reformulação editorial da U.S. News, nota que a reação das revistas semanais é o alto investimento em suas páginas na internet, acreditando no potencial de crescimento da audiência nessa nova plataforma.

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